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Plantão do Bugre

Especial Série A2


A IMORTALIZAÇÃO DOS HERÓIS

O tempo pode passar, mas a conquista do acesso para a 1ª divisão do Campeonato Paulista, bem como a festa pela torcida bugrina, amargurada por 7 anos de incompetência administrativa, não podem ser esquecidas jamais.

Mas nada disso teria sido possível sem que os heróis bugrinos se empenhassem e lutassem por esta conquista.

Desta maneira, o Plantão do Bugre imortaliza os heróis da campanha do acesso para a 1ª divisão do Campeonato Paulista fazendo uma pequena homenagem a cada um deles. Confira abaixo (Fotos: RAC e Plantão do Bugre)

Goleiros

Buzzetto

Se Deola não tivesse sido encaminhado pelo Palmeiras ao final de 2006 para o Juventus, mesmo tendo tudo acertado para renovar com o Guarani, o Bugre não teria um dos seus maiores ídolos na campanha do acesso. Buzzetto chegou com o pé quente: já tinha conquistado 9 acessos em sua carreira. Desde o começo, quando a fase era ruim, cobrou o time. Ganhou a torcida com defesas importantes e ainda garantiu muitos pontos para o Bugre. Em 23 jogos disputados, sofreu apenas 20 gols. De quebra, em 3 pênaltis, defendeu 2 e só sofreu 1 gol.

Gisiel

Em sua 2a temporada como reserva pelo Bugre, finalmente teve alegrias. Em 2006 viu o Bugre cair por 2 vezes, mas mesmo assim jamais perdeu a empolgação do lado de fora dos jogos. Se o gandula demorava para devolver a bola, ele corria atrás para colocá-la em campo. Invadia o campo nas vibrações dos gols. Fez apenas 3 jogos, mas foi em sua estréia na A2 que teve a melhor partida: contra o Taubaté, seu ex-clube e sua cidade natal, perante a seus familiares, que fechou o gol para garantir o 0 a 0 e ser eleito o melhor em campo.

Laterais Direito

Lucas

Veio como uma grande aposta e até como motivo de chacota. O que um jogador vindo da 3ª divisão de Goiás (Tupy) acrescentaria ao Guarani? Pois bem... acrescentou e muito. Jogou como ala direito, esquerdo, volante e até de meia quando foi preciso. Marcou 2 gols, sendo um deles um verdadeiro golaço contra o Palmeiras B e entrou em campo por 20 vezes.

Robinho

No Brinco desde o final de 2006, vindo do Potiguar-RN, mas não pôde ser aproveitado na Série B. Veio como meia, mas se destacou como ala direito porqueas necessidades fizeram com que ele fosse deslocado. E não decepcionou. Começou muito questionado no meio campo, sendo até expulso contra o XV de Jaú. Mas depois que Carbone chegou e o fixou como ala, voou em campo. Sempre opção pelos lados do campo, abriu caminho para a goleada, e para a classificação, por 3 a 0 sobre o Botafogo-SP. Jogou 16 jogos e marcou 3 gols.

Zagueiros

Márcio Rocha

Era o toque de experiência do grupo. Com 35 anos e rodado, chegou para sua 3ª passagem pelo Bugre. Foi muito questionado no começo, mas depois que Carbone chegou, assumiu a função de “transmissor de experiência”. Ficou a maioria dos jogos no banco de reservas na metade final do campeonato, mas era a voz da experiência quando era preciso. Tanto é verdade que encerrou a carreira e tornou-se auxiliar técnico de Carbone. Jogou por 14 vezes e anotou 2 gols.

Cleiton Mineiro

Uma Hérnia de Disco tirou o zagueiro, que veio do Sertãozinho, da equipe bugrina. Atuou apenas na primeira metade do campeonato, mais precisamente em 8 jogos. Mesmo fora dos gramados, sempre esteve ao lado do elenco, nas horas mais difíceis e nas mais felizes.

Danilo Silva

Um começo ruim. Falhou na derrota na estréia por 3 a 1 para a Portuguesa. Foi para o banco, quase sumiu da equipe. Mas soube dar a volta por cima e, ao ser fixado como 3º zagueiro por Carbone, brilhou. Muitos desarmes completos, boas antecipações e aplausos por parte da torcida. De maneira brilhante, fez seu único gol na A2: de falta, contra o Comercial, aos 43 do 2º tempo, para fazer 2 a 1 e colocar o Guarani no caminho do acesso. Jogou 16 partidas.

Lino

Chegado do Rio Branco, ninguém olhava para ele. Era sempre titular da equipes dos reservas nos coletivos, mas com paciência e trabalho, chegou lá. Canhoto, atuou em 20 partidas. Não fez gol, é verdade, mas tranqüilamente desarmava adversários e comandava a defesa bugrina.

Xandão

Veio da base, após uma Copa SP de Juniores que classificou o Bugre para a 2ª faz pela primeira vez em 4 anos. Estreou numa gelada: após a derrota por 5 a 0 para o Rio Preto, já na metade final da A2. Mas com muita técnica e muita raça, se solidificou na defesa bugrina. Marcou um gol de cabeça contra o São José, na 1ª rodada da 2ª fase, e evitou que muitos acontecessem contra o Guarani. Atuou em 13 partidas.

Wellington

Veio para tentar apagar o incêndio na partida em São José, sua única partida, na abertura da 2ª fase, quando 2 zagueiros estavam suspensos. Com apenas 19 anos, fez sua estréia como titular do Guarani e ainda por cima numa fase decisiva. Acabou expulso, mas não tremeu diante da difícil situação e sempre esteve ao lado do time, sendo reserva imediato por algumas vezes.

Laterais Esquerdos

Rogério

O metaleiro baiano, que veio do Vitória-BA, foi a raça em campo no Guarani. Jamais desistiu das jogadas e era um jogador que estava por todos os lados do campo. Sempre aparecia como opção no ataque. Não fez gols, mas sofreu o pênalti que deu o 1 a 0 sobre o Osvaldo Cruz e deu o passe para Eder empatar contra o São José na 2ª fase fora de casa. Atuou em 16 jogos.

Adílio

Finalmente teve um motivo para comemorar no Guarani. Após anos de sofrimento, o jogador, que estreou em 2004, quando o Bugre ainda era 1ª divisão em todos os campeonatos que disputava, ele pôde comemorar alguma coisa. Foram 9 jogos pelo Bugre na A2.

Rafael Cunha

Formado na base, entrou no decorrer de 3 jogos. Um dos destaques da base deve ser usado mais no futuro, mas já foi se acostumando à decisões. Pode jogar como meia também e tem como principal virtude as bolas paradas.

Volantes

Umberto

No Guarani desde 2005. Começou de maneira irregular, com lesões musculares, mas ma lesão na partida contra o União São João o afastou dos gramados até o final do ano. Mas nem por isso ficou longe do elenco. No dia do acesso, rezou com os que entrariam em campo e disse sentir inveja dos que decidiriam o futuro do Guarani. Humildade e muita perseverança para este volante que disputou apenas 4 partidas.

Macaé

O capitão do acesso tem uma história peculiar. Foi flagrado no Orkut, no começo do campeonato, quando a fase ainda era ruim, dizendo que queria deixar o Guarani e voltar o São Raimundo. No jogo seguinte a essa notícia, dada com exclusividade pelo Plantão do Bugre, contra o Palmeiras B, marcou o primeiro dos 5 gols de pênalti na competição. Foi o artilheiro do time e mostrou muita determinação nos 22 jogos em que esteve campo. Um dos pontos de equilíbrio do alviverde campineiro.

Vitor Rossini

Foi o primeiro dos garotos a ser promovido, ainda quando o técnico era Waguinho Dias. Logo na estréia, contra o Mogi Mirim, fez um gol e ganhou a torcida. Depois, voltou para o banco de reservas, mas sua força física e sua raça em campo foram fundamentais nos 9 jogos que disputou. Começou no Guarani ainda no Projeto Bugrinho e tem forte identificação com o clube. Jogou tanto de volante como meia.

Dimas

Veio da base e foi promovido como titular na partida contra o União São João, marcando um golaço de fora da área logo em sua estréia. Foi um jogador que viveu altos e baixos com a torcida. Por suas apresentações iniciais espetaculares (dando assistências para 4 gols, 2 contra o Botafogo e 2 contra o Atlético Sorocaba) fez com que a torcida o cobrasse como um jogador experiente. Mas jamais deixou de se dedicar em campo. Extremamente técnico e não tão acostumado com a marcação, foi quem mais levou cartões amarelos: 8.

Felipe

Com apenas 18, foi mais um dos garotos a entrar em campo. Disputou apenas 3 jogos e tem a total confiança do técnico Carbone, que se refere ao volante como um médio volante de muita qualidade e de futuro promissor.

Meias

Deyvid

Um dos jogadores cujas expectativas eram enormes para a Série A2. Se não começou bem em termos de gols, cavou a expulsão de muitos adversários nas primeiras rodadas. O primeiro, dos 4 gols, só viria contra o Palmeiras B. Depois eles rarearam, mas na reta final, chamou a responsabilidade e foi decisivo. Fez o gol do acesso na vitória por 2 a 1 sobre o São José e descobriu uma nova vocação: jogar como atacante e não como meia, como vinha sendo usado anteriormente. Fez 22 jogos ao longo da Série A2.

Um dos símbolos do acesso. Vindo do Rio Branco, no começo era um dos mais criticados, principalmente por seus problemas de finalização e de velocidade enquanto meia. Bastou Carbone chegar que ele foi fixado como atacante e contra o Botafogo, em sua estréia na posição, fez 2 dos 3 gols e deixou o gramado ao final do 1º tempo chorando e agradecendo ao Guarani por lhe dar a chance de jogar. Depois, contra a Internacional, fez um dos mais belos gols da Série A2 e na comemoração comeu grama literalmente, mostrando a raça colocada em campo pelo Bugre para voltar à 1ª divisão. Na festa do acesso foi um dos mais emocionados e felizes. Disputou 21 jogos.

Gustavo

Começou o campeonato como um jogador cotado para ser emprestado para jogar a Série A3. Era muito pouco usado. Mas, mais uma vez ele, Carbone chegou e o fixou como um segundo volante, roubando bolas e dando qualidade ao passe. Finalmente o jogador que estava no Brinco de Ouro havia um ano se encontrava em campo e foi importantíssimo no acesso ao ser um dos mais regulares da equipe no meio campo. Disputou 19 jogos e anotou 2 gols, os primeiros pelo Bugre.

Assunção

Antes de a Copa SP terminar, era um dos jogadores que seriam promovidos para o time principal. Mas a má exibição na competição fez com que a idéia fosse revista. No final, ele foi promovido, mas foi trabalhado com mais calma. Meia de rara habilidade, atuou em 3 partidas e na partida contra o São José, no dia do acesso, fez um bela jogada que quase terminou no gol de Robinho.

Atacantes

Eder

O herói de São José dos Campos, na 2ª fase. Fez o gol de empate em 2 a 2 aos 43 minutos do 2º tempo com o Bugre com 10 em campo. Jogou pouco, mas este gol, aliás seu único na Série A2 em 10 jogos, valeu por toda a campanha, levando à loucura os torcedores presentes em São José dos Campos.

Jordan

Chegou tímido no Brinco de Ouro após passagem por Taubaté e Palmeiras B. Ficou até o final, mas foi pouco utilizado. Marcou apenas um gol, na vitória por 4 a 1 sobre o Palmeiras B. Disputou apenas 6 jogos.

Anderson

Atacante alto, forte e de bom porte físico. Começou como reserva e pelo empenho nos jogos iniciais, tornou-se titular. Fez um gol contra o Taquaritinga, no empate em casa por 1 a 1, mas o excessivo número de gols perdidos, especialmente contra o Nacional e contra a Portuguesa Santista, fez com que perdesse a vaga no time titular. Disputou 12 jogos.

Robson

Pouco jogou. Veio como meia, jogou como atacante. Só foi ter uma chance quase na metade do campeonato. Não marcou gols nos 3 jogos em que esteve em campo.

Talles

Resgatado às pressas das categorias de base. Mal chegou das férias após a Copa SP de Juniores teve que se apresentar em Mirassol, após uma derrota por 5 a 0 para o Rio Preto para iniciar sua carreira como profissional do Guarani. Mas isso só foi possível porque seu contrato, que acabaria em meados de Abril, foi renovado e o colocou em condições de jogo com um vinculo mais forte com o alviverde. Não fez gols, perdeu alguns muitos, mas disputou 12 jogos.

Carbone

O principal responsável pela recuperação do Guarani e pelo acesso para a 1a divisão. Pegou o Guarani em uma dura situação e logo na estréia, derrota por 5 a 0 para o Rio Preto. Com isso, o Bugre estava na zona de rebaixamento para a Série C. Mesclando sua experiência, lançando os garotos que o ex- técnico Waguinho Dias insistia em não lançar e com muita conversa, as coisas foram se ajeitando e o Bugre vencendo. Ao final da Série A2, chorou com a conquista do acesso. O símbolo da conquista da volta para a 1a divisão. Comandou o Bugre em 15 jogos, conquistado 7 vitórias, 6 empates e apenas 2 derrotas.

Especial



Miss São Paulo é Guarani!!!
Guarani 4x2 D. de Caxias
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Local:Brinco de Ouro
Data: 23/11/2008
Hora: 19:00


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